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Institucional · Brasil no Mundo

Um hub de negócios para a cultura brasileira

Marcas por trás do gingado

Escrito por Redação Badauê · 1 de outubro de 2026

Um hub de negócios para a cultura brasileira, imagem 1
Créditos: Badauê

Uma plataforma de inovação cultural se destaca como startup que impulsiona marcas e tem a brasilidade e o gingado como força motriz. Trata-se da Badauê, criada há cinco anos por Alicia Cesario e Natália Lucas, jovens empreendedoras que decidiram transformar uma inquietação em negócio: “Brasil estava perdendo a sua autoestima cultural e simbólica e sendo colocado em segundo plano”, ressalta Natália Lucas, diretora de criação e responsável pelas operações da plataforma.

Para além do posicionamento das marcas com a força que emerge dos territórios do país, as sócias enxergaram na cultura brasileira a potência capaz de gerar novos negócios, conexões e valor para marcas. Ao completar cinco anos, a Badauê se consolida como um hub de negócios que atrai diferentes segmentos da economia. O que começou como uma proposta de valorização da cultura brasileira ganhou escala e se transforma em uma operação que combina agência, conteúdo, curadoria, tecnologia, produtos e formação de comunidades criativas.

Essa combinação diferencia a trajetória da plataforma. Enquanto o mercado tradicionalmente separa comunicação, cultura, entretenimento, tecnologia e negócios em diferentes categorias, a Badauê vem construindo uma operação na qual esses territórios se encontram. O resultado é uma empresa que cresce em clientes, equipe, produtos, alcance, presença institucional e influência.

Para um mercado acostumado a acompanhar a movimentação das grandes agências de publicidade, comunicação e relações públicas, a Badauê começa a ocupar um espaço que merece ser observado, não apenas pelo crescimento de sua operação, mas pela especificidade de seu modelo. Ao transformar a brasilidade em território estratégico para marcas, artistas e empresas, a Badauê vem construindo uma categoria própria dentro da economia criativa nacional. A proposta combina negócios e cultura brasileira em uma mesma estrutura.

Créditos: Badauê

Nesse modelo, a plataforma também se posiciona de forma pioneira ao estruturar o gingado e a brasilidade não apenas como elementos estéticos ou referências culturais, mas como metodologia de gestão, inovação e construção de valor para marcas. A proposta parte da leitura da cultura brasileira e de seus territórios para orientar decisões estratégicas, posicionamentos e formas de expressão.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Em um ano, a Badauê registrou aumento de 18,4% no número de clientes atendidos, acompanhado por crescimento de 40% na equipe e de 12,8% no faturamento. Para 2026, a plataforma projeta chegar a 52 clientes, uma expansão de 15,6% em relação a 2025. A estimativa contempla ainda crescimento de 19% no quadro de colaboradores, faturamento 62% superior ao ano anterior e aumento de 70% no ticket médio dos serviços.

Ao entrar no último trimestre do ano, a Badauê avançou simultaneamente em estrutura organizacional, novos negócios e posicionamento institucional, preparando a operação para 2027 e levando na bagagem a conquista de grandes marcas que terão sua assinatura de branding.

A carteira de clientes também avançou em segmentos estratégicos. No entretenimento, chegaram a CasaBloco e o Camarote Alma, ligados ao Carnaval carioca. No mercado de bem-estar, a Badauê passou a atender a Clínica VŌG, de Florianópolis, e o Ecoporan Resort, de Itacaré. Ao mesmo tempo, clientes que já fazem parte do ecossistema registraram novos movimentos. A Avva House ganhou destaque na Casa Technogym, durante a Fitness Brasil; o Almar Trancoso recebeu o KES Summit; e o Elemental Trancoso anunciou uma nova edição de seu Réveillon.

O movimento chama a atenção também pelo crescimento da própria estrutura. A Badauê incorporou novas áreas à operação, fortaleceu a equipe e aumentou sua presença em eventos e espaços relevantes para a economia criativa, o entretenimento, o turismo, o bem-estar e a cultura. A expansão coloca a empresa em um território ainda pouco ocupado pelo mercado de comunicação: o de uma plataforma que utiliza a cultura brasileira como linguagem criativa e infraestrutura para conectar negócios, talentos, experiências e marcas.

“ESSES SÃO MOVIMENTOS QUE AMPLIAM A PRESENÇA GEOGRÁFICA E SETORIAL DA PLATAFORMA E REFORÇAM UMA CARACTERÍSTICA IMPORTANTE DO MODELO: A CULTURA BRASILEIRA FUNCIONA COMO PONTO DE CONEXÃO ENTRE DIFERENTES MERCADOS”

diz a CEO, Alicia Cesario

A expansão da Badauê acontece por meio de sua contribuição ao ecossistema, que reúne prestação de serviços, produção de conteúdo, curadoria e conexão com artistas e criadores. A plataforma mantém uma agenda voltada à cultura e ao comportamento brasileiro e conta ainda com o Banco Badauê, que aproxima marcas e projetos de artistas e talentos locais. Caminhando para 2027, produtos digitais e outras iniciativas passam a integrar uma estrutura que busca transformar a capacidade de leitura da cultura brasileira em ativos para empresas e instituições.

No último mês de agosto, a Badauê participou do podcast Futuros do Brasil com S, da ESPM, realizou a cobertura editorial do BRASIL FUTURES FORUM e levou ao Museu do Amanhã a discussão sobre “Brasilidades, cultura e criatividade”. Em Trancoso, participou do KES Summit, encontro que reuniu cerca de 250 lideranças empresariais, além de produzir sua cobertura editorial. No Red Bull Paranauê, artistas do Banco Badauê participaram do registro fotográfico do evento, em uma parceria que aproximou uma marca global de talentos locais e de uma leitura autoral sobre o gingado brasileiro.

A atuação da Badauê no mercado já ultrapassa a lógica tradicional de uma agência contratada para executar campanhas ou produzir comunicação. A plataforma busca ocupar o espaço de um hub de negócios para a cultura brasileira, criando conexões entre empresas, artistas, criadores, territórios e experiências. Nesse cenário, o destaque é o Brasil como ativo de negócio, uma tese que sustenta a empresa desde sua criação: a cultura brasileira é uma alavanca para a economia em um país criativo e simbólico, capaz de gerar novas possibilidades para marcas e negócios.

A metodologia desenvolvida pela Badauê contempla desde a definição do conceito, do posicionamento e do naming até a criação de três obras proprietárias: o Livro da Alma, o Livro da Marca e o Livro da Voz. Juntos, esses instrumentos formam uma arquitetura de branding que combina sensibilidade cultural e estratégia de negócio, traduzindo identidade, repertório e essência em direcionamentos concretos para as marcas.

Créditos: Badauê
Linguagem própria como diferencial
Créditos: Badauê

Linguagem própria como diferencial

Alicia Cesario e Natália Lucas construíram uma linguagem própria para traduzir o gingado não apenas como conceito estético, mas como uma maneira de falar de comportamento, criação, repertório, diversidade, identidade e capacidade brasileira de produzir cultura. A partir daí, a Badauê passou a trabalhar na formação de comunidades de criadores e na aproximação entre esses talentos e empresas que desejam estabelecer relações mais consistentes com a cultura brasileira.

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