Rio2C marca avanço da economia criativa como política nacional de desenvolvimento
Economia criativa se consolida como política de desenvolvimento e reforça protagonismo do Rio
Escrito por Redaçāo Badauê · 4 de junho de 2026

A edição 2026 da Rio2C consolidou um movimento que vem ganhando força nos últimos anos: a criatividade passou a ocupar um lugar estratégico na agenda de desenvolvimento econômico do Brasil. Realizado entre os dias 26 e 31 de maio, na Cidade das Artes, o maior encontro de criatividade da América Latina reuniu lideranças dos setores de cultura, tecnologia, comunicação, audiovisual, empreendedorismo e inovação para discutir os rumos da economia criativa no país.
Ao longo dos seis dias de programação, a Badauê Plataforma de Inovação Cultural realizou a cobertura editorial da Rio2C, acompanhando debates, entrevistas e anúncios que ajudam a compreender as transformações do mercado criativo brasileiro. A plataforma destacou temas como inteligência artificial, inovação cultural, empreendedorismo criativo, branding, audiovisual e políticas públicas para o setor.
Badauê Plataforma de Inovação Cultural acompanhou os principais debates do encontro e destacou avanços para o mercado criativo brasileiro
Um dos momentos mais emblemáticos do evento ocorreu no encerramento da programação, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Cultura, Margareth Menezes. Na ocasião, foi assinado o decreto que institui a Política Nacional de Economia Criativa, marco que reconhece o setor como vetor estratégico para a geração de emprego, renda, inovação e desenvolvimento sustentável.
Durante o encontro, também foi lançada a plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming desenvolvido pelo Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL). A iniciativa amplia o acesso da população à produção audiovisual brasileira e fortalece as políticas de democratização cultural e valorização dos conteúdos nacionais.
Os anúncios reforçam uma tendência observada ao longo de toda a Rio2C: a criatividade passou a ser compreendida como um ativo econômico capaz de impulsionar diferentes cadeias produtivas, do audiovisual à tecnologia, da música ao design, da gastronomia à comunicação.
A relevância do setor também foi evidenciada pelos números apresentados durante o evento. Dados do Mapeamento da Indústria Criativa do Rio de Janeiro mostram que as empresas criativas da capital movimentaram aproximadamente R$ 41 bilhões em 2025, valor equivalente a 8% do Produto Interno Bruto (PIB) do município. O levantamento, realizado pela Prefeitura do Rio em parceria com a Firjan, aponta ainda que a cidade possui 5.245 empresas criativas, responsáveis por quase 100 mil empregos diretos.
O Rio de Janeiro ocupa atualmente a segunda posição entre as capitais brasileiras em número de negócios ligados à economia criativa, atrás apenas de São Paulo. A massa salarial do setor alcança cerca de R$ 1,3 bilhão, representando 10,7% de toda a remuneração formal da cidade. Segundo dados apresentados na conferência, a economia criativa tornou-se um dos principais motores de desenvolvimento do município, movimentando bilhões de reais anualmente e contribuindo de forma expressiva para a arrecadação tributária. Regiões como Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá concentram parte significativa dos trabalhadores e empreendimentos do segmento.



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