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Patrícia Brasil vence a primeira edição do Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro

O Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro reconhece obras que celebram a potência criativa, estética e cultural do Brasil. Conheça a artista vencedora, os finalistas, a banca avaliadora e os olhares que marcaram a primeira edição da premiação.

Escrito por Badauê · 15 de junho de 2026

@patriciabrasil
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@rofurlanescorcio
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Uma imagem capaz de revelar o Gingado Brasileiro além das palavras

Há muitas formas de contar a história de um país. Algumas estão nos livros. Outras vivem nas ruas, nos gestos, nas cores, nos encontros e nas imagens que conseguem traduzir aquilo que palavras nem sempre alcançam.

Foi com essa convicção que nasceu o Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro, uma iniciativa criada para reconhecer e valorizar obras capazes de expressar a potência criativa, estética e cultural do Brasil contemporâneo. O projeto reafirma o compromisso da Badauê com a arte, com os artistas e com a ampliação dos espaços dedicados à produção cultural brasileira.

Em sua primeira edição, o prêmio reuniu artistas do Banco Badauê de diferentes linguagens visuais para interpretar um único tema: Gingado Brasileiro. Um conceito que celebra a inventividade, a diversidade de referências, a capacidade de reinvenção e os múltiplos modos de viver, criar e imaginar o Brasil.

Reconhecer artistas e a produção criativa é fortalecer o Brasil

A arte e a fotografia revelam histórias, aproximam experiências e preservam aquilo que ajuda a construir nossa identidade coletiva. Elas nos permitem enxergar o país por diferentes perspectivas e compreender a riqueza de seus territórios, culturas e pessoas.

Cada obra inscrita no Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro oferece uma interpretação própria desse universo, demonstrando a força de uma produção artística que merece ser vista, reconhecida e valorizada.

“ACREDITAMOS QUE RECONHECER ARTISTAS É RECONHECER QUEM AJUDA A CONSTRUIR A IDENTIDADE CULTURAL DO BRASIL. CADA OBRA AMPLIA NOSSO REPERTÓRIO, PRESERVA MEMÓRIAS E REVELA PERSPECTIVAS QUE ENRIQUECEM A FORMA COMO ENXERGAMOS O PAÍS. AO VALORIZAR A PRODUÇÃO CRIATIVA BRASILEIRA, FORTALECEMOS NÃO APENAS TRAJETÓRIAS INDIVIDUAIS, MAS TAMBÉM A RIQUEZA CULTURAL DO BRASIL, SUA DIVERSIDADE E SUA CAPACIDADE DE IMAGINAR NOVOS FUTUROS.”

Natália Lucas, cofundadora e diretora criativa
@brunnokawagoe
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As 10 obras finalistas

Após um criterioso processo de curadoria, dez obras foram selecionadas para a etapa final do Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro.

Cada uma apresenta uma interpretação própria do tema proposto, refletindo diferentes contextos, linguagens e experiências visuais. Em conjunto, as finalistas evidenciam a qualidade, a diversidade e a força narrativa dos artistas que integram o Banco Badauê, reafirmando o papel da fotografia como linguagem capaz de documentar, sensibilizar e provocar reflexão.

@rofurlanescorcio
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@juliananonaka_fotografia
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@gabrielfronza
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@phcosta_fotos
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@fozzie_slz
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@isabelaarnas
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@patriciabrasilfotografia
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@brunnokawagoe
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@gaspart_
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@igoritaparica
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Uma banca de diferentes olhares sobre a cultura brasileira

Para definir a obra vencedora, a Badauê reuniu profissionais com trajetórias reconhecidas na fotografia, na moda, no design, na pesquisa, na comunicação e na produção cultural.

Compõem a banca avaliadora desta primeira edição:

Daniel Virgínio

Pesquisador, comunicador e criador do Cafofo do Dani, dedica seu trabalho a investigar a casa brasileira como espaço de identidade, comportamento e expressão cultural. Com um olhar que conecta decoração, arte, moda e os modos de habitar, promove reflexões sobre o bem viver e as relações entre pessoas e espaços.

Mônica Sampaio

Estilista, empreendedora e fundadora da Santa Resistência, utiliza a moda como linguagem para contar histórias sobre ancestralidade, brasilidade e identidade. Seu trabalho ganhou projeção nacional e internacional, com presença em importantes plataformas e reconhecimento por veículos como Vogue, Marie Claire e Forbes.

Marina Fontanari

Diretora criativa e cofundadora da Patú, transforma memórias, territórios e tradições em criação contemporânea. Seu trabalho conecta identidade, artesania e cultura brasileira, projetando novos olhares sobre o fazer autoral.

Ricardo Beliel

Fotojornalista, documentarista e professor, dedicou mais de cinco décadas a registrar os territórios, as pessoas e as transformações do Brasil. Seu trabalho tornou-se referência na fotografia documental brasileira e foi publicado em importantes veículos nacionais e internacionais.

Ronald Cruz

Fotógrafo, artista visual, curador e recifense, desenvolve um trabalho voltado à construção de narrativas sobre identidade, ancestralidade e pertencimento. Suas imagens ampliam representações e revelam a riqueza cultural da população negra brasileira.

Amanda Tropicana

Fotógrafa documental, pesquisadora visual e vencedora do Prêmio Pierre Verger de Fotografia, dedica sua trajetória ao registro de manifestações culturais, saberes populares e histórias que ajudam a compor a diversidade do Brasil. Seu trabalho contribui para a preservação e valorização da memória cultural brasileira.

Sioduhi Waíkhʉn

Designer, pesquisador e fundador da Sioduhi Studio, desenvolve um trabalho que conecta ancestralidade, inovação e futurismo indígena amazônico. Reconhecido pelo Prêmio Fashion Futures 2023 do Instituto C&A e incluído na lista Vogue Business 100 Innovators, atua na valorização e projeção das narrativas indígenas na cultura contemporânea.

A diversidade de repertórios e experiências dos jurados enriqueceu o processo de avaliação, contribuindo para uma escolha pautada pela excelência artística, pela potência narrativa e pela capacidade das obras de dialogar com o conceito de Gingado Brasileiro.

@alabadaue
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A margem que rema no tempo, @patriciabrasilfotografia

Patricia Brasil é a vencedora da primeira edição do Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro

Patrícia Brasil nasceu em 1979, vive e trabalha no Pará. Encontrou na fotografia uma forma de compreender o mundo e de se expressar por meio das pessoas, dos territórios e das paisagens que atravessam sua trajetória.

Seu trabalho dedica especial atenção às comunidades quilombolas, às infâncias e velhices amazônicas, às cidades ribeirinhas e às periferias urbanas do Norte e Nordeste do Brasil. Nos últimos anos, voltou seu olhar também para os rios, as florestas e a natureza amazônica, entendendo-os não como cenário, mas como parte inseparável da experiência humana.

Para Patrícia, fotografar é uma forma de celebrar o gingado presente na resistência, no bom humor, na beleza e na capacidade de fazer da vida uma celebração cotidiana. Uma fotografia movida pela curiosidade, pela escuta e pelo borogodó.

Sobre a obra

Em A margem que rema no tempo, o Gingado Brasileiro se revela na espontaneidade do corpo em movimento, na corrida em direção ao rio e na relação profunda entre as pessoas, a água e a paisagem. A fotografia captura um modo de vida em que natureza e cotidiano coexistem de forma inseparável, transformando o ambiente em um espaço de liberdade, aprendizado e pertencimento.

Entre mergulhos, travessias e brincadeiras, a imagem traduz um Brasil que resiste sem perder a leveza, que encontra beleza no gesto cotidiano e que transforma convivência em cultura. É um registro sensível de uma identidade construída pelo movimento, pela coletividade e pela conexão com suas origens, onde o gingado não é apenas visto, mas vivido.

“VEJO A CONTINUIDADE. VEJO UM BRASIL QUE SE FAZ ATRAVÉS DO GINGADO, DA ANCESTRALIDADE E DA ESPONTANEIDADE DE QUEM APRENDEU A VIVER COLETIVAMENTE. HÁ ALGO NESSE MERGULHO EM DIREÇÃO AO MAR QUE ME LEMBRA QUE SOMOS FEITOS DE PERMANÊNCIAS E RECOMEÇOS. O MAR ACOLHE, DEVOLVE, ENSINA E CONECTA. NESSAS CRIANÇAS, VEJO O PASSADO QUE NÃO FICOU PARA TRÁS E O FUTURO QUE JÁ ESTÁ ENTRE NÓS. COMO NOS LEMBRA NÊGO BISPO, SOMOS ‘COMEÇO, MEIO E COMEÇO’: A ANCESTRALIDADE É ESPIRAL. A LIBERDADE DESSES CORPOS EM MOVIMENTO REVELA QUE RESISTIR TAMBÉM É CONTINUAR BRINCANDO, AMANDO E SONHANDO JUNTOS. TALVEZ O VERDADEIRO GINGADO BRASILEIRO ESTEJA JUSTAMENTE AÍ: NA CAPACIDADE DE SEGUIR, SEM ROMPER OS FIOS QUE NOS LIGAM A QUEM VEIO ANTES E A QUEM AINDA VIRÁ.”

Ronald Cruz, fotógrafo, artista visual, curador e integrante da banca avaliadora do Prêmio Badauê

Badauê a serviço da arte, dos artistas e da cultura brasileira

O Prêmio Badauê — Gingado Brasileiro reafirma o compromisso da Badauê com o fortalecimento da economia criativa e da cultura brasileira. A iniciativa reconhece talentos, amplia a visibilidade da produção artística nacional e cria pontes para que artistas conquistem novas possibilidades de projeção, colaboração e inserção no mercado.

Ao conectar artistas, instituições, marcas e parceiros estratégicos, a Badauê impulsiona um ecossistema que fomenta parcerias, amplia a circulação da produção criativa e contribui para a geração de valor econômico e cultural para o Brasil. Um compromisso permanente com quem transforma o Brasil por meio da cultura.

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