Mangueira 98 anos: tradição em movimento, comunicação em evolução
Aos 98 anos, a Mangueira reafirma sua força como uma das maiores marcas culturais do Brasil. Entre 2024 e 2025, a Badauê atuou à frente da comunicação da Verde e Rosa, fortalecendo sua presença contemporânea a partir da narrativa do enredo em homenagem à Alcione, da implementação do rebranding da escola e da criação de experiências que ampliaram a conexão da Mangueira com o público.
Escrito por Redaçāo Badauê · 28 de abril de 2026



No dia 28 de abril, a Estação Primeira de Mangueira celebra 98 anos de uma história que atravessa o samba, o carnaval e a cultura brasileira. Para além de uma escola de samba, a Verde e Rosa é um símbolo popular, uma comunidade afetiva e uma das marcas culturais mais potentes do país.
Sua grandeza não se limita aos títulos, aos desfiles ou aos sambas que marcaram gerações. Está também na capacidade de permanecer viva no imaginário brasileiro, atualizando sua linguagem sem perder a raiz, sua memória e sua força de pertencimento.
Foi a partir desse entendimento que a Badauê atuou, entre 2024 e 2025, à frente da comunicação da Mangueira. A parceria teve como ponto de partida um desafio estratégico: traduzir a tradição da escola para uma presença contemporânea, capaz de dialogar com novos públicos, fortalecer sua identidade e ampliar sua relevância dentro e fora do carnaval.
Nesse ciclo, a comunicação da Mangueira se estruturou em torno de três movimentos principais. O primeiro foi a construção narrativa do enredo em homenagem à Alcione, transformando a presença da Marrom na Verde e Rosa em uma história contada para além da avenida. A comunicação ajudou a desdobrar o enredo em memória, emoção, ancestralidade, música e brasilidade, ampliando o alcance simbólico da homenagem.
O segundo movimento foi a implementação do rebranding da escola, um processo de fortalecimento visual e verbal da marca Mangueira. A proposta não era reinventar a Verde e Rosa, mas organizar sua presença em uma linguagem mais consistente, reconhecível e alinhada aos códigos atuais da comunicação digital. Uma atualização sem ruptura, capaz de preservar o peso da tradição enquanto projetava a escola para o presente.
O terceiro movimento foi a criação de experiências que expandiram a relação da Mangueira com o público, como o evento de ensaio com as agremiações Viradouro e Imperatriz. Mais do que uma ação de comunicação, o encontro reforçou o carnaval como experiência coletiva, aproximando torcidas, comunidades e públicos em torno da potência cultural das escolas de samba.
Ao longo desse período, a atuação da Badauê contribuiu para posicionar a Mangueira não apenas como uma instituição histórica, mas como uma marca cultural brasileira em constante movimento. Uma escola que carrega quase um século de memória, mas segue criando novas formas de se comunicar, emocionar e ocupar o presente.
“EU SABIA QUE ISSO FORA DO MORRO DA MANGUEIRA IA EXPLODIR, TODO MUNDO IA GOSTAR PORQUE OBVIAMENTE ESTÁ MUITO BOM. SÓ QUE EU ACHO QUE A GENTE COMPLETA O OBJETIVO REAL DA PARADA QUANDO AS PESSOAS QUE SÃO DALI, QUE MORAM ALI, QUE SÃO CRIA E QUE CRESCERAM ALI ME MANDANDO MENSAGEM, PARABENIZANDO, AGRADECENDO (…).”
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