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Badauê transforma equidade em prática dentro da cultura corporativa

Com 10,4 milhões de mulheres donas de negócios e participação de 46,4% nos postos formais, avanço feminino convive com desigualdade salarial, dupla jornada e barreiras ao crédito

Escrito por Redaçāo Badauê · 3 de setembro de 2026

Badauê transforma equidade em prática dentro da cultura corporativa 
 
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Crédito: Badauê
Badauê transforma equidade em prática dentro da cultura corporativa 
 
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Crédito: Badauê

A presença feminina na economia brasileira vem ganhando escala, tanto no empreendedorismo quanto no mercado de trabalho formal. O país já reúne 10,4 milhões de mulheres donas de negócios, enquanto elas representam 46,4% dos postos formais de trabalho, segundo dados do Sebrae e da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho e Emprego. Na força de trabalho como um todo, são mais de 43 milhões de mulheres ocupadas, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.

Os números ajudam a dimensionar uma transformação que ainda convive com desafios estruturais. A desigualdade salarial, a sobrecarga com o trabalho doméstico e de cuidado e as dificuldades de acesso ao crédito continuam limitando a autonomia econômica feminina. Segundo levantamentos reunidos pelo DIEESE, cerca de 31% das mulheres fora da força de trabalho afirmam que não puderam procurar ou aceitar um emprego por estarem dedicadas aos afazeres domésticos e ao cuidado de filhos ou familiares — entre os homens, esse percentual é de cerca de 3%.

É nesse cenário que a discussão sobre igualdade feminina ganha relevância também dentro das empresas, especialmente em negócios que têm as mulheres como protagonistas de sua própria estrutura. Na Badauê Plataforma de Inovação Cultural, fundada há cinco anos pelas empreendedoras Alicia Cesario e Natália Lucas, a equidade de gênero faz parte da própria formação da empresa e de sua visão sobre inovação.

Atualmente, 80% do quadro corporativo da Badauê é formado por mulheres, muitas delas jovens profissionais e empreendedoras que atuam em diferentes áreas e encontram na plataforma um espaço de desenvolvimento, conexão e participação em projetos relacionados à cultura e à brasilidade.


“QUANDO CRIAMOS A BADAUÊ, QUERÍAMOS CONSTRUIR UMA PLATAFORMA QUE OLHASSE PARA A CULTURA BRASILEIRA A PARTIR DE SUAS POTÊNCIAS E, NATURALMENTE, ISSO TAMBÉM PASSA POR CRIAR OPORTUNIDADES PARA QUE MULHERES POSSAM OCUPAR ESPAÇOS, DESENVOLVER SEUS TALENTOS E PARTICIPAR DE PROJETOS QUE AMPLIEM SUA VISIBILIDADE E AUTONOMIA”

afirma Alicia Cesario, CEO da Badauê.
Crédito: Badauê

Para a empresária, promover equidade não significa apenas ampliar a presença feminina, mas criar condições para que essa participação se converta em crescimento profissional, protagonismo e geração de oportunidades. A proposta está alinhada ao posicionamento da Badauê de utilizar a cultura e a brasilidade como ativos de inovação e desenvolvimento.

“O MERCADO JÁ RECONHECE A FORÇA ECONÔMICA DAS MULHERES, MAS AINDA EXISTE UMA DISTÂNCIA ENTRE PRESENÇA E EQUIDADE. NÃO BASTA TER MULHERES OCUPANDO ESPAÇOS; É PRECISO QUE ELAS TENHAM ACESSO A OPORTUNIDADES, POSSAM CRESCER, LIDERAR E PARTICIPAR DAS DECISÕES. A CULTURA CORPORATIVA TEM UM PAPEL IMPORTANTE NESSA TRANSFORMAÇÃO”

acrescenta Alicia.

Empreendedorismo feminino bate recorde, mas desafios permanecem

O empreendedorismo é um dos principais motores dessa transformação. De acordo com levantamentos do Sebrae, as mulheres representam aproximadamente 34% a 35% dos proprietários de negócios no Brasil, com forte presença nos setores de Serviços e Comércio e entre as Microempreendedoras Individuais (MEIs).

Apesar do avanço, o acesso ao capital permanece como um dos obstáculos à expansão dos negócios liderados por mulheres. Estudos do Sebrae e da EY apontam que empreendedoras ainda podem enfrentar maior rigor e taxas de juros mais elevadas na obtenção de crédito, mesmo apresentando, em determinados levantamentos, menores índices de inadimplência. A desigualdade também aparece na remuneração. Dados e análises do DIEESE mostram que as mulheres continuam recebendo, em média, menos que os homens, situação que se torna ainda mais acentuada em posições de liderança e quando considerados os recortes de gênero e raça.

Para a Badauê, o debate sobre igualdade feminina precisa avançar da representatividade para a criação de ecossistemas capazes de gerar oportunidades reais. É nesse ponto que a empresa conecta sua própria experiência à sua atuação como plataforma de inovação cultural: valorizar talentos, estimular conexões e criar projetos nos quais a cultura brasileira seja também instrumento de desenvolvimento.

O cenário brasileiro mostra, portanto, uma presença feminina cada vez mais relevante na economia, mas ainda distante da plena equidade. No Dia da Igualdade Feminina, celebrado em agosto, a discussão ganha um significado adicional: reconhecer os avanços, mas também reforçar a necessidade de transformar participação em oportunidades concretas de crescimento, autonomia e liderança.Para a Badauê, essa transformação começa também dentro de casa.


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