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Cultura & Comportamento

Após mais de 30 edições, o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira reconhece o forró como categoria exclusiva

João Gomes se emociona e divide a conquista com o legado de Luiz Gonzaga

Escrito por Redação Badauê · 1 de setembro de 2026

Após mais de 30 edições, o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira reconhece o forró como categoria exclusiva — imagem 1
Crédito: Tiny Desk

Após mais de 30 edições, o Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira passa a contar, pela primeira vez, com uma categoria dedicada exclusivamente ao forró. A novidade foi recebida com emoção por João Gomes, que celebrou o reconhecimento nas redes sociais com um boneco de Luiz Gonzaga nas mãos e uma fala que resume a dimensão do que a conquista representa.

"FICO FELIZ DE TER LEVANTADO ESSA BANDEIRA. ISSO NÃO É SOBRE MIM, É SOBRE ESSE CARA AQUI", DISSE O CANTOR PERNAMBUCANO, APONTANDO PARA A IMAGEM DO REI DO BAIÃO. DE LUIZ GONZAGA ATÉ AQUI MUITA COISA ACONTECEU E A GENTE É SÓ HERANÇA DESSE CARA AQUI."

A criação da categoria não é apenas uma mudança de regulamento. É o reconhecimento institucional de um gênero que atravessa décadas de resistência cultural, preconceito de mercado e apagamento nas grandes premiações. João Gomes foi um dos artistas que levantou publicamente essa bandeira, defendendo mais espaço para o forró em eventos que historicamente privilegiavam outros gêneros da música popular brasileira.

"É nossa música sendo valorizada porque é uma batalha imensa. Ser forrozeiro é muito difícil. O povo ainda acha meio cafona. É muito difícil", declarou o cantor, nomeando algo que o mercado fonográfico raramente admite: que a música nordestina precisou lutar contra um preconceito estrutural para ocupar o espaço que sempre mereceu.

A trajetória de João Gomes no próprio Prêmio da Música Brasileira diz muito sobre esse processo. Em 2025, o cantor venceu como Melhor Artista Sertanejo, mesmo sendo reconhecido pelo público e pela crítica como um dos maiores nomes do forró contemporâneo. A ausência de uma categoria específica para o gênero forçava artistas nordestinos a disputar em categorias que não refletiam sua identidade musical. A mudança para 2026 corrige essa distorção.

Para João, o reconhecimento pertence a uma linhagem que vai muito além da sua geração.

"FICO FELIZ POR TER LEVANTADO ESSA BANDEIRA, FALADO SOBRE ISSO E TER CONSEGUIDO. MAS ISSO NÃO É SOBRE MIM, É SOBRE GONZAGÃO. VIVA GONZAGÃO E TODA A RIQUEZA DA NOSSA CULTURA, TODOS QUE FAZEM E FIZERAM PELO NOSSO NORDESTE"

afirmou

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