1º dia do Festival DFB: confira os looks que fisgaram nosso olhar
O primeiro dia do DFB Festival 2026 reuniu marcas e criadores que traduzem diferentes camadas da moda brasileira contemporânea: Almir França levou à passarela sua pesquisa em sustentabilidade e transformação de materiais; Casa Aika apareceu com a delicadeza de suas modelagens fluidas e femininas; Mancuda reafirmou a potência da moda de favela de Fortaleza como identidade, território e atitude; e David Lee apresentou seu olhar entre o artesanal e o urbano, com a força do crochê, da alfaiataria e de uma elegância brasileira sem esforço.
Escrito por Redaçāo Badauê · 10 de junho de 2026



O DFB Festival começou em clima de reencontro entre moda, cidade e desejo. No primeiro dia de programação, a passarela virou vitrine para criações que não apenas vestem, mas contam histórias: de território, memória, corpo, rua, artesania e futuro.
Entre os desfiles de abertura, quatro nomes fisgaram nosso olhar: Almir França, Casa Aika, Mancuda e David Lee. Cada um, à sua maneira, apresentou um recorte da moda brasileira que nos interessa — autoral, afetiva, consciente e cheia de presença.
Mancuda
A Mancuda chegou com a energia da rua e da favela como linguagem de moda. Mais do que uma estética, a marca reafirma pertencimento: roupa como identidade, como postura e como afirmação de um lugar de criação que pulsa em Fortaleza.
David Lee
Já David Lee apresentou uma sofisticação que transita entre o artesanal e o urbano. O crochê, a alfaiataria e as construções contemporâneas apareceram como códigos de uma moda que olha para o Ceará sem limitar sua paisagem criativa.
Almir França
Almir França trouxe uma moda que nasce do reaproveitamento e ganha força como manifesto visual. O que poderia ser descarte vira construção estética, provando que sustentabilidade também pode ser impacto, volume, textura e poesia.
Casa Aika
Na Casa Aika, o olhar foi capturado pela leveza. As peças parecem conversar com o movimento do corpo, com uma feminilidade solar, elegante e sem rigidez. É roupa que respira, que acompanha, que cria presença sem precisar gritar.
No conjunto, o primeiro dia do DFB deixou uma mensagem clara: a moda brasileira está mais interessante quando assume suas raízes, seus contrastes e seus sotaques. E foi justamente isso que fez nossos olhos pararem nesses looks.
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