Osklen apresenta coleção Primavera-Verão 26/27 na Rio Fashion Week
Para sua coleção Primavera-Verão 26/27 a Osklen parte do calçadão de Ipanema como síntese de um Rio de Janeiro complexo, múltiplo e plural. O desfile explora os contrastes entre asfalto e areia, natureza e metrópole, fibras naturais e superfícies metalizadas, em uma narrativa que conecta passado, presente e futuro da marca.
Escrito por Redaçāo Badauê · 15 de abril de 2026

Rio Fashion Week

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A apresentação da Osklen na Rio Fashion Week reafirma a força de uma marca que, ao longo dos anos, construiu uma linguagem própria dentro da moda brasileira. Para a coleção Primavera-Verão 26/27, o ponto de partida é o calçadão de Ipanema, tratado como síntese de um Rio de Janeiro complexo, múltiplo e plural, atravessado por personagens, culturas e sensibilidades diversas. É dessa observação do comportamento, do espírito do tempo e da vida em movimento que emerge a base conceitual do desfile.
A coleção se estrutura a partir de uma travessia simbólica entre o preto do asfalto e o branco da areia, propondo uma passarela que traduz os contrastes entre natureza e metrópole, entre estéticas híbridas, entre provocação e despretensão. Dentro desse vocabulário, a Osklen reafirma um high-low sofisticado, em que fibras naturais convivem com o brilho dos cristais e a fluidez dos tecidos metalizados.
O desfile também se destaca por propor um diálogo entre tempos. A coleção combina peças inéditas com referências do acervo da marca, retomando momentos como NeoTropical (2007), United Kingdom of Ipanema (2008) e +5521RIO (2014), ao mesmo tempo em que antecipa elementos da próxima coleção de verão. Essa conexão entre passado, presente e futuro reforça a permanência de uma identidade que segue atualizando seus códigos sem romper com sua trajetória.
Outro ponto central da apresentação é a união de gerações dentro da marca. Segundo o release, a Osklen de hoje já expressa a visão de mundo de Oskar Metsavaht em diálogo com a de seus filhos, num processo em que o lifestyle ativo da família se traduz em cocriação. Esse aspecto acrescenta ao desfile uma dimensão de continuidade e renovação, em que legado e contemporaneidade se encontram de forma orgânica.
Formalmente, a coleção desenvolve esse imaginário em uma cartela que parte do preto, off-white e areia e se expande para dourado, prata e tons multicoloridos de verde, laranja, vermelho, amarelo e azul. As silhuetas transitam entre shapes anatômicos inspirados nos long johns, vestidos longos e esvoaçantes, alfaiataria clássica e a casualidade do streetwear. Nos materiais, linho, seda, algodão, ráfia e juta contrastam com tules, neoprene e metalizados. Nos acessórios, aparecem macro bags em pirarucu e ráfia, small bags com flores artesanais, macramê e cristais, além do contraste entre tênis TRKK e sandálias de couro tropicais nos calçados.
Ao escolher o Palácio da Cidade como palco, a apresentação reforça essa tensão entre o atemporal e o frescor inquieto da vida em movimento. Mais do que um retorno à passarela, o desfile se afirma como celebração de uma assinatura estética e ética que continua encontrando no Rio, e particularmente em Ipanema, uma fonte viva de observação, invenção e permanência.
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