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Bate-Bolas: Tradição, Cultura e Resistência no Carnaval Carioca

“Bota a Turma na Rua” é a série documental da Revista Amarello que explora o universo dos bate-bolas, autênticos representantes da cultura popular carioca em sua essência.

Escrito por por @alabadaue & @revistaamarello · 7 de maio de 2025

Bate-Bolas: Tradição, Cultura e Resistência no Carnaval Carioca — imagem 1
Crréditos: Gleeson Paulino para Revista Amarello
Bate-Bolas: Tradição, Cultura e Resistência no Carnaval Carioca — imagem 2
Crréditos: Gleeson Paulino para Revista Amarello
Bate-Bolas: Tradição, Cultura e Resistência no Carnaval Carioca — imagem 3
Crréditos: Gleeson Paulino para Revista Amarello
Legado e resistência
Gleeson Paulino para Revista Amarello

Legado e resistência

Cobertos da cabeça aos pés com fantasias vibrantes e máscaras que mesclam a estética de palhaços e personagens, os grupos de bate-bolas, também conhecidos como clóvis (derivado da palavra inglesa “clown”, que significa palhaço), têm suas origens nos subúrbios e periferias cariocas, principalmente nas Zonas Norte, Oeste e Baixada Fluminense.

A nova série documental “Bota a Turma na Rua”, produzida pela Revista Amarello, revela os segredos e a história dessa manifestação cultural que atravessa gerações, abordando desde sua origem no início do século 20.

Os bate-bolas estabeleceram sua identidade e continuam a dar vida ao Rio de Janeiro até os dias de hoje.

Bota a turma na rua

A série da Revista Amarello está disponível no Instagram, fazendo a gente entender como os bate-bolas conectam passado e presente, revelando o impacto social dessa tradição ao fortalecer o senso de pertencimento das novas gerações. Quando eles chegam, uma coisa é certa: a chama da tradição do subúrbio carioca permanece acesa.

Galeria imagem 1
Glesson Paulino para Revista Amarello
Galeria imagem 2
Glesson Paulino para Revista Amarello

A estética dos bate-bolas

As primeiras referências aos bate-bolas surgiram em Santa Cruz, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde nasceram as elaboradas fantasias com cores vibrantes típicas da região.

Além das máscaras, os bate-bolas se destacam pelas fantasias temáticas e coloridas, que trazem diferentes interpretações da figura do palhaço. No entanto, sua principal marca é o bastão com uma bola de borracha amarrada, ou o uso de sombrinhas e bandeiras.

Hoje, a cultura dos clóvis incorpora elementos modernos da cultura pop, com fantasias inspiradas em super-heróis, filmes e desenhos animados. Os trajes são confeccionados utilizando alta tecnologia em estamparia, em um processo que dura cerca de 10 meses, antes de tomarem as ruas em fevereiro.

A estética dos bate-bolas
Gleeson Paulinho para Revista Amarello

Comunidade e coletividade: a força dos bate-bolas

Mais do que uma expressão individual, os bate-bolas são sinônimo de coletividade e união. Cada grupo trabalha em conjunto, costurando fantasias, criando coreografias e organizando desfiles. O senso de comunidade é essencial para a preservação dessa cultura, mantendo sua tradição viva.

De acordo com a pesquisadora e professora Aline Gualda Pereira, do Instituto de Artes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, os integrantes dos bate-bolas são, em sua maioria, homens, mas existem grupos com alas de mulheres e crianças. Ainda segundo ela, os grupos são geralmente formados por pessoas que moram no mesmo bairro ou comunidade, com idades entre 25 e 40 anos. Além disso, eles gravam hinos em estúdios e compartilham vídeos nas redes sociais.

Galeria imagem 1
Glesson Paulino para Revista Amarello
Galeria imagem 2
Glesson Paulino para Revista Amarello

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