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TV e internet disputam cada centavo do mercado publicitário brasileiro

Relatório do Cenp-Meios mostra que, no primeiro semestre de 2026, os dois meios atingiram participações praticamente iguais no bolo publicitário nacional

Escrito por Redação Badauê · 23 de setembro de 2026

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Créditos: Reprodução

A disputa entre televisão e internet pelas verbas publicitárias chegou ao ponto mais acirrado já registrado pelo Cenp-Meios. De acordo com o relatório divulgado pelo órgão nesta semana, no primeiro semestre de 2026 os dois meios tiveram participações praticamente idênticas no total investido em compra de mídia: 40,7% para a televisão, considerando canais abertos e pagos, e 40,6% para a internet.

Do montante de R$ 13,8 bilhões reportado pelas 306 agências participantes do painel, a internet arrecadou R$ 5,6 bilhões contra R$ 5,6 bilhões da televisão, com diferença de apenas R$ 13,5 milhões entre os dois meios. É a menor distância já registrada entre os dois nos relatórios mais recentes do projeto.

O período analisado foi marcado pela Copa do Mundo de 2026, que aqueceu o mercado e gerou uma disputa inédita entre os grandes players. Globo e SBT e a CazéTV competiram pela audiência dos brasileiros e pelas verbas dos anunciantes durante o Mundial. A CazéTV, canal do YouTube com os direitos de exibição de todos os jogos da competição, saiu com certa vantagem diante da concorrência, atraindo pacotes comerciais que iam além do torneio.

A tendência de aproximação entre os dois meios vem se consolidando ao longo dos últimos anos. Em 2025, a televisão ficou com 41,3% das verbas contra 40,6% da internet. Em 2024, a vantagem da TV era um pouco maior: 42,4% contra 39,8%. O ritmo indica que a paridade entre os meios, que já é quase completa, deve se consolidar nos próximos períodos.

O crescimento geral do mercado também chama atenção: os investimentos em compra de mídia aumentaram 15,8% no primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. O restante do bolo publicitário é distribuído entre mídia Out-of-Home, Rádio, Jornal, Revista e Cinema.

Fonte: Meio e Mensagem

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