O futuro da cultura chega ao Rio
Primeira Semana de Arte do Rio ocupa o Centro da cidade com mais de mil horas de programação e reúne música, artes visuais, teatro, dança, cinema, literatura, arte urbana e tecnologia
Escrito por Monica Coronel · 17 de setembro de 2026

O Rio de Janeiro se abre para a cultura e reafirma sua vocação de cidade marcada pela diversidade, pela criação e pelos encontros. É nesse cenário que acontece a primeira Semana de Arte do Rio, iniciativa da Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, que reúne diferentes linguagens artísticas e transforma a região central da cidade em território de experiências culturais.
Para a Badauê, que escolheu o Rio de Janeiro como sede por reconhecer na cidade sua efervescência multicultural, a iniciativa dialoga diretamente com a potência cultural que movimenta o território carioca. A programação, que segue até 27 de setembro, reúne cerca de 120 instituições públicas e privadas e ocupa nove pontos do Centro, com mais de mil horas de atividades.
O espetáculo começa nos Arcos da Lapa, um dos símbolos da vida cultural e boêmia do Rio. Um show de luzes abriu a programação, com Milton Cunha como mestre de cerimônias, Diogo Nogueira e a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). A OSB é parceira da Badauê em sua comunicação, aproximando ainda mais a plataforma de iniciativas que conectam arte, cultura e identidade brasileira.
A iluminação dos Arcos, realizada pela Rioluz em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, também integra a programação. Durante a Semana de Arte, os vãos dos Arcos recebem estruturas com luzes de néon coloridas, formando desenhos que integram a exposição do artista AkaCorleone. Na Praça Cardeal Câmara, instalações iluminadas assinadas pelo muralista mexicano Ocote ocupam o espaço, que também recebe um cubo de oito metros de altura com luzes de LED.
A iniciativa passa a fazer parte do calendário oficial da cidade e reúne exposições, festivais, música, teatro, dança, cinema, literatura, arte urbana e tecnologia. A proposta é incorporar o Centro à experiência do público, ocupando museus, teatros, galerias, centros culturais e espaços públicos. Ao longo dos 12 dias, eventos simultâneos acontecem da Gamboa à Cinelândia, passando por Santa Teresa, Praça XV, Praça Tiradentes, Arcos da Lapa, Carioca, Praça Mauá e Praça Onze. A ideia é estimular o público a caminhar pela região central e descobrir diferentes manifestações artísticas ao longo do percurso.
A Prefeitura do Rio estima receber 496 mil pessoas durante a programação, que soma mais de mil horas de atividades. Com a iniciativa, o Centro do Rio se transforma em um grande circuito cultural, aproximando artistas, instituições, moradores e visitantes e fortalecendo a circulação da produção cultural e a economia da cultura. Para uma cidade cuja identidade também é construída pela música, pela arte, pela rua e pela capacidade de transformar encontros em experiências, a Semana de Arte do Rio representa um novo capítulo dessa história. E o futuro da cultura carioca começa ocupando a cidade.
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