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Cultura & Comportamento · Brasil no Mundo

FARM e Rip Curl levam o surf para a Pororoca no coração do Maranhão em nova campanha


Em um cenário inédito, a segunda parceria global entre as marcas celebra um dos fenômenos naturais mais singulares do Brasil

Escrito por por @alabadaue - @farmetc - @ripcurl_brasil · 31 de julho de 2026

FARM e Rip Curl levam o surf para a Pororoca no coração do Maranhão em nova campanha 
 
 
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Crédito: Júlio Bazanella
FARM e Rip Curl levam o surf para a Pororoca no coração do Maranhão em nova campanha 
 
 
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Crédito: Júlio Bzanella
FARM e Rip Curl levam o surf para a Pororoca no coração do Maranhão em nova campanha 
 
 
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Crédito: @alabadaue

A Badauê foi convidada pela FARM e Rip Curl para viver essa campanha que se conecta com um dos cenários mais singulares do Brasil. Anajatuba fica a pouco mais de cem quilômetros de São Luís, capital do Maranhão, mas o caminho até lá já é um espetáculo à parte. Uma linha reta que corta alagados, buritis, garças e búfalos soltos na estrada, afunilando o tempo até que a cidade apareça às margens do Rio Mearim. É ali que acontece a Pororoca: o fenômeno em que a maré oceânica invade o curso do rio com força suficiente para criar uma das ondas mais longas do planeta, capaz de durar até três horas e percorrer quilômetros rio acima. Uma onda que nasce do encontro entre o mar e o rio, que corta a floresta e carrega os três dentro de si.

É nesse cenário que acontece o segundo capítulo da parceria global entre FARM e Rip Curl.

"A POROROCA É UMA EXPERIÊNCIA GENUINAMENTE BRASILEIRA. E ACREDITAMOS QUE A FARM TEM ESSA MISSÃO DE LEVAR O BRASIL PARA O MUNDO"

afirma Gabriel Oliveira, diretor de Branding da FARM.

Para registrar essa coleção, quarenta pessoas embarcaram numa expedição de três dias pelo Maranhão. Não foi uma produção no sentido convencional: foi uma imersão real, com ritmo ditado pela maré, locações descobertas no caminho e uma camada humana construída junto com as comunidades ribeirinhas que vivem àquelas margens. "A gente fez um trabalho muito especial de olhar qual era o universo criativo e visual que envolvia a Pororoca, olhamos para as comunidades como ponte de cocriação, observamos qual era a expressão e a arte popular produzida aqui e olhamos para o bioma como um diferencial local. A gente vai ver o styling com elementos naturais, uma prancha em palha feita por um artesão local e um desejo enorme de que essa parceria também expressasse esse território, boa parte da nossa equipe está sendo local e isso é muito simbólico para a marca também", conta Zuri Rosalino, especialista em cultura e narrativas da FARM.


Crédito: @alabadaue
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Créditos: @alabadaue
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Créditos: @alabadaue
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Créditos: @alabadaue
Créditos: @alabadaue

A chegada a Anajatuba já era um espetáculo antes mesmo de qualquer câmera ser ligada. A maré seca ao fim da tarde anunciava a Pororoca, e quando o fenômeno finalmente se formou no horizonte com o sol baixo e a luz dourada cobrindo o rio, a natureza operou em seu próprio ritmo, completamente indiferente à produção que tentava acompanhá-la. A equipe fotografou com a onda se movendo e o que seria pano de fundo virou protagonista absoluto.

No segundo dia, a expedição acordou antes do sol e percorreu cerca de três horas até a Lagoa do Coroatá. A água era tão cristalina que as estampas da coleção podiam ser vistas com detalhes mesmo com as peças completamente submersas. O styling combinou joias e adereços artesanais garimpados na região com as peças da coleção, criando uma linguagem visual que pertencia àquele lugar de forma orgânica. À tarde, o set se mudou para a beira do rio Munim, em Icatu, onde uma resenha local embalada por arrocha e a aparição de uma cobra curiosa no rio compuseram um cenário espontâneo que nenhuma direção de arte teria conseguido roteirizar.

O terceiro dia começou na beira da estrada que leva à rampa de onde saem os jet skis para a Pororoca, passou por uma árvore solitária no meio de um campo alagado onde os búfalos vivem. Depois, foi dentro da água para surfar a Pororoca, e o dia encerrou com o pôr do sol na rampa, já com a onda para trás e a floresta ao redor.


Da praia para o rio

A primeira edição da parceria já tinha mostrado o que acontece quando duas marcas com identidades fortes decidem dividir o mesmo território. Inspirada pelo surf carioca, a campanha inaugural foi fotografada no Arpoador com modelos e atletas da equipe Rip Curl, e parte das imagens foi registrada em Byron Bay, na Austrália. A coleção reuniu 42 produtos e quatro estampas exclusivas, combinando peças de performance com itens de lifestyle que transitavam da água para o cotidiano com naturalidade. O sucesso desse encontro entre a expertise técnica australiana e o olhar vibrante da FARM abriu caminho para uma segunda edição com uma pergunta ainda mais ousada no horizonte: o que acontece quando o surf encontra a Amazônia?

A FARM entra com sua capacidade de celebrar, através da moda, referências culturais brasileiras, e a Rip Curl com décadas de desenvolvimento técnico em wetsuits de alta performance. As estampas florais em neon sobre azul desta coleção resgatam o imaginário vintage do surf dos anos dourados e o releem com um olhar que só o Brasil tem condições de oferecer. Para além da coleção de moda, o que as marcas propõem juntas é celebrar uma imagem que o surf mundial ainda não tinha visto: mulheres brasileiras surfando ondas de água doce dentro da floresta amazônica, num cenário ainda pouco visitado pelo surf mundial. As surfistas da campanha não poderiam ser outras: Sophia Medina, campeã sul-americana da WSL Latin America, e Duda Cesar, campeã brasileira de surf de base.


"O FARM ETC TEM COMPROMISSO EM TER UMA VISÃO MAIS LIVRE DA ROUPA, E UMA PARCERIA COM A RIP CURL VEM PARA POTENCIALIZAR ISSO"

explica Rafaela Mattera, líder de marca do FARM Etc.
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Crédito: Júlio Bazanella
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Crédito: Júlio Bazanella
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Crédito: Júlio Bazanella

"Fazer uma parceria com a Rip Curl, que é a melhor marca de roupa de surf do mundo, uma parceria global, é um sonho para a FARM. É a primeira parceria global com uma marca feminina que a Rip Curl já fez. Então é algo muito inédito, realmente." O resultado são peças que funcionam dentro da água com a mesma eficiência com que transitam da areia para o cotidiano, sem abrir mão do visual vibrante que identifica as duas marcas.


Alícia Cesário, CEO da Badauê, acompanhou a expedição como imprensa e chegou ao Maranhão carregando uma questão que vai além da campanha. A imersão foi tanta, que nos dias de cobertura, ela ainda virou uma das surfistas e modelos da campanha. Para ela, o imaginário do surf sempre teve um problema de representação.

"QUANDO CRIANÇA, ERA RARO VER MULHERES SURFANDO DE PRANCHINHA, ESPECIALMENTE MULHERES QUE SURFAVAM POR PRAZER, PELA DIVERSÃO, E NÃO DENTRO DE UMA LÓGICA ATLÉTICA OU COMPETITIVA. MESMO COM A POPULARIZAÇÃO DO SURF, AINDA SENTIA FALTA DE VER BRASILEIRAS COM CARA, JEITO E GINGADO OCUPANDO ESSE ESPAÇO."

Créditos: @alabadaue
Créditos: Gleeson Paulino

Ver essa campanha acontecer ao vivo significou algo além do trabalho. "Estamos contribuindo a criar uma nova imagem para o esporte, para as mulheres e para o Brasil. Uma imagem de mulheres brasileiras que surfam em ondas de rio, em ondas que nascem do encontro do rio com o mar. Ondas que dependem da maré, que mudam com a lua. Essa onda é mulher". 

As surfistas que protagonizaram a campanha viveram na prática o peso desse ineditismo. Foram as primeiras mulheres profissionais a surfar a Pororoca naquele trecho do Rio Mearim, e o que sentiram foi muito além do que esperavam de uma campanha de moda. Naquele terceiro dia, enquanto a onda avançava rio acima carregando tudo em seu caminho, um marco na história do surf feminino brasileiro aconteceu dentro da floresta amazônica.

"ENVOLVE TODA A CADEIA PRODUTIVA: COSTUREIRAS, BORDADEIRAS, ARTESÃOS. É UMA FORMA DE DIZER PRO MUNDO QUE SOMOS MUITO BONS NO QUE FAZEMOS."

O Brasil como paisagem do surf mundial

O surf brasileiro tem uma história de ocupação de territórios que o mundo ainda não havia imaginado. Do Pier de Ipanema nos anos 1970 ao Brazilian Storm dos anos 2010, de Silvana Lima quebrando as barreiras do Championship Tour às ondas gigantes de Nazaré com Maya Gabeira, o Brasil foi chegando em lugares onde ninguém esperava encontrá-lo. A Pororoca de Anajatuba é o próximo capítulo dessa história, e talvez o mais improvável de todos.

Não se trata de uma paisagem nova para o surf, mas de uma paisagem que o surf ainda não havia alcançado: uma onda de água doce, dentro da floresta amazônica, guiada pela lua e pela maré, onde a comunidade ribeirinha convive com o esporte de uma forma completamente diferente da que o mundo está acostumado a ver.

Registrar esse universo com a linguagem da moda, com styling, direção de arte, pesquisa local e a intimidade de quem passou três dias dentro daquele território, foi o desafio central da campanha. O objetivo não era documentar a Pororoca, mas construir um imaginário visual a partir dela, onde aventura, natureza e cultura local se encontram sem que nenhum dos três precise ceder espaço para o outro. O resultado reafirma algo que marcas como a FARM e agora a Rip Curl já vêm mostrando há algum tempo: que o Brasil é fonte de territórios, histórias e estéticas capazes de dialogar com o mercado global e ainda assim permanecer genuinamente brasileiras.


A cobertura da campanha FARM e Rip Curl foi realizada pela Badauê, Plataforma de Inovação Cultural.


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Créditos: @alabadaue
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Crédito: Júlio Bazanella
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Créditos: Gleeson Paulino/FARM
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